Hoje a madeira chega na obra classificada, usinada e pronta para montar. Glulam, CLT, LVL e Mass Timber mudaram o jeito de projetar, fabricar e construir — e abriram no Brasil um espaço que está começando a ser ocupado.
Esta formação percorre a cadeia inteira, do material ao edifício montado.
Turma em formação. Quem está na lista sabe primeiro — e entra com condição de fundador.
de formação
100h de formação
módulos progressivos
8 módulos progressivos
ao vivo com os professores
18h ao vivo com os professores
projeto real seu
1 projeto real seu
O momento
A madeira está no melhor momento da sua história
Os produtos existem. As tecnologias existem. Os sistemas existem. Edifícios inteiros já sobem em CLT e Glulam, com painéis que chegam usinados e são montados por parafuso, no prumo, em semanas.
O que está se formando agora é a geração que enxerga essa cadeia por inteiro — da espécie escolhida ao painel içado. Conhecer a madeira, conhecer engenharia e conhecer fabricação: são três coisas que começam a caber na mesma pessoa.
É esse o espaço que está aberto. E é para ele que esta formação prepara você.
Quem enxerga a cadeia inteira fala a mesma língua do fornecedor, do engenheiro, da fábrica e do montador. E toma a decisão no ponto em que ela ainda é barata: o projeto.
As dúvidas de sempre
A madeira já respondeu a todas elas
Madeira apodrece, pega fogo, não dura. Essas frases não vieram do nada — madeira mal escolhida e mal detalhada falha mesmo, e falha rápido. Só que elas contam metade da história. Em Nara, no Japão, um pagode de cinco andares segue de pé com o pilar central cortado de um cipreste em 594: treze séculos de chuva, umidade e terremoto, sem cimento e sem aço. Cada objeção abaixo já tem resposta — dada pela própria madeira, ou por engenharia que hoje virou norma.
01
“Madeira apodrece”
Fungo não come madeira. Come madeira molhada.
Os fungos que degradam madeira só conseguem agir quando o teor de umidade passa de 20%. Abaixo disso não há ataque: a madeira seca não apodrece, e o apodrecimento que já começou para de avançar. Por isso durabilidade em madeira é decisão de projeto, não de produto — afastamento do solo, barreira capilar, ventilação, pingadeira. Cinco centímetros bem resolvidos fazem pela peça o que nenhuma demão faz sozinha.
A igreja de Urnes, na Noruega, foi erguida com madeiras cortadas entre 1129 e 1130. Sem um único prego. Está de pé há nove séculos, ao ar livre, num fiorde.
FPL/USDA · UNESCO
02
“Madeira pega fogo”
Ela queima devagar e por fora — o aço amolece por inteiro.
Uma peça de madeira maciça exposta ao fogo carboniza numa taxa lenta e previsível, e essa camada de carvão isola o núcleo, que continua frio e íntegro sustentando a carga. É por isso que se dimensiona a seção residual: dá para dizer em projeto quanto sobra depois de 30, 60 ou 90 minutos. O aço, no mesmo incêndio, perde boa parte da resistência perto dos 600 °C — e perde na seção toda ao mesmo tempo.
A resistência ao fogo de uma peça de madeira se calcula, como se calcula carga. A NBR 7190:2022 traz a verificação em situação de incêndio.
AWC/NDS · ABNT NBR 7190:2022
03
“Madeira é frágil”
Quilo por quilo, ela supera o aço.
A comparação honesta entre materiais estruturais é por resistência específica: quanto cada quilo aguenta. Nessa conta, a madeira estrutural tem relação resistência/peso cerca de 20% superior à do aço estrutural. Fraco não é o material — é a seção subdimensionada. E isso vale para qualquer estrutura, em qualquer material.
Leveza também é desempenho: a força que um terremoto impõe é proporcional ao peso do edifício. Estrutura mais leve, solicitação sísmica menor.
Make It Wood · naturally:wood
04
“Não dá para fazer prédio alto”
Vinte e cinco andares, 86,6 metros. Já está de pé.
O edifício Ascent, em Milwaukee, tem 25 pavimentos e 86,6 metros em CLT e Glulam — certificado pelo Council on Tall Buildings como o mais alto do mundo em madeira. Ele passou o Mjøstårnet, na Noruega, que segurava o posto desde 2019 com 85,4 metros. E um edifício de 100 metros está previsto para a Suíça.
Não são protótipos. São edifícios habitados, licenciados e com seguro — em países que não abrem mão de norma.
CTBUH · Dezeen
05
“É coisa de país frio”
A floresta que o país frio não tem, o Brasil tem.
São 10,5 milhões de hectares de floresta plantada no país, com produtividade média perto de 35,7 m³ por hectare ao ano — porque aqui a árvore cresce o ano inteiro, e em clima frio ela para no inverno. E desde 2022 a ABNT NBR 7190 cobre madeira engenheirada, CLT, Glulam, situação de incêndio e controle de qualidade industrial.
A matéria-prima é nossa, a produtividade é nossa, a norma existe. O que ainda está se formando é a competência para usar tudo isso.
IBÁ 2024 · ABNT NBR 7190:2022
06
“Não dura”
Ele não durou por sorte. Durou por projeto.
O pagode do templo Hōryū-ji tem o pilar central feito de um cipreste derrubado em 594. Cada pavimento se apoia sem se prender ao seguinte, e é essa folga que permite à torre absorver terremotos há mais de mil e trezentos anos. Espécie certa, detalhe que mantém a água longe e uma decisão estrutural tomada no século VI.
Madeira bem projetada não tem prazo de validade. Mal detalhada, com água entrando na junta, ela não chega perto disso. A diferença inteira está no detalhe — e detalhe se aprende.
UNESCO · Hōryū-ji
Nenhuma dessas respostas é opinião: cada uma é norma, ensaio ou edifício de pé. Da próxima vez que a pergunta aparecer numa reunião, a resposta já está com você.
A engenharia
A madeira virou produto de engenharia
A ideia que mudou tudo é simples: quebrar a madeira em elementos menores, classificar cada um e recolá-los. O resultado é um material previsível, e peças maiores do que a árvore que as originou.
Glulam
Madeira laminada colada
Vigas e pilares de grandes vãos, inclusive curvos, a partir de lamelas classificadas.
CLT
Cross-Laminated Timber
Painéis de camadas cruzadas para paredes, pisos e coberturas. Chegam usinados na obra.
LVL
Laminated Veneer Lumber
Lâminas coladas em alta resistência para vigas e elementos estruturais esbeltos.
OSB
Oriented Strand Board
Painel que trabalha como diafragma e fecha a estrutura contraventando o conjunto.
I-Joist
Viga em I
Pisos e coberturas com vãos maiores, menos material e menos deformação.
NLT · DLT
Painéis pregados e cavilhados
Painéis maciços sem adesivo, montados por pregos ou cavilhas de madeira.
A precisão que a fábrica trouxe
Usinagem CNC
Furos, encaixes e recortes saem da fábrica com tolerância de milímetros.
Projeto para fabricação
DFMA, modulação e padronização decididos ainda na prancheta.
Canteiro seco
Montagem por parafuso e içamento, com menos resíduo e menos gente na obra.
Sistemas híbridos
CLT, Glulam e Wood Frame no mesmo edifício, cada um onde rende melhor.
Por que a madeira
Não é escolha estética. É escolha estrutural.
Cada uma das propriedades abaixo já resolveria um problema de projeto sozinha: vencer vão, aliviar fundação, cortar ponte térmica, estocar carbono, encurtar cronograma. A madeira traz todas na mesma peça — e é isso, não a aparência, que explica por que ela voltou para o edifício de vários pavimentos.
100 m
Cem metros de vão, sem um pilar no meio
de vão livre em Glulam
O Richmond Olympic Oval, no Canadá, cobre 100 metros de vão livre com quinze arcos de Glulam. Nenhum apoio no meio, a estrutura toda à vista por dentro do ginásio — e é ela que faz a arquitetura do prédio. Vão grande é o terreno onde a madeira engenheirada mostra do que é capaz.
StructureCraft
~1/5
Um quinto do peso muda a fundação
do peso de um equivalente em concreto
Um edifício em mass timber pesa perto de um quinto do equivalente em concreto. O efeito não para na superestrutura: desce para a fundação, reduz a solicitação sísmica e abre a porta para acrescentar pavimentos sobre prédios que já existem. Menos peso em cima é menos concreto embaixo.
naturally:wood
0,12
Estrutura e isolamento na mesma peça
W/m·K — o aço fica na casa das dezenas
A condutividade térmica da madeira fica na casa de 0,12 W/m·K, contra algo perto de 1,5 no concreto denso e dezenas no aço. Na prática: menos ponte térmica, menos condensação nas interfaces e um envelope que ajuda o conforto em vez de brigar com ele. O elemento que sustenta a carga já está fazendo parte do trabalho térmico.
American Wood Council
~1 t
Cada metro cúbico guarda uma tonelada de CO₂
de CO₂ estocada por m³ de madeira
A árvore tirou esse carbono do ar enquanto crescia, e ele fica estocado durante toda a vida da construção — perto de uma tonelada por metro cúbico de madeira. Concreto e aço fazem o caminho contrário: emitem para existir. Aqui a estrutura do prédio é o lugar onde o carbono fica guardado.
Arup · IStructE
10,5 mi
A matéria-prima cresce enquanto você projeta
de hectares de floresta plantada no Brasil
Aço e concreto se extraem de jazidas que não se repõem. A madeira estrutural vem de talhão plantado, colhido e replantado em ciclo — e o Brasil tem 10,5 milhões de hectares disso, produzindo perto de 35,7 m³ por hectare ao ano. Enquanto o projeto tramita, a floresta que vai abastecer a próxima obra continua crescendo.
IBÁ 2024
~25%
A obra vira montagem
mais rápida que a obra equivalente em concreto
Os painéis chegam usinados, com furos e recortes feitos em CNC. O canteiro fica seco, a equipe menor, o resíduo e o ruído menores. E o cronograma fecha cerca de 25% mais rápido que o equivalente em concreto, porque a maior parte do trabalho já aconteceu dentro da fábrica.
Think Wood
O corpo de quem ocupa responde à madeira
Ambientes com madeira aparente reduzem marcadores fisiológicos de estresse em quem os ocupa — efeito medido por variabilidade da frequência cardíaca, depois de poucos minutos de exposição. E aqui estrutura e acabamento são a mesma peça: o que você dimensiona é o que as pessoas veem e tocam todo dia.
Environment and Behavior, 2024 · University of British Columbia
Nenhuma dessas propriedades é nova. Nova é a indústria conseguir entregá-las com tolerância de milímetro e com norma por trás. A madeira não substitui concreto e aço em tudo — ela ganha as decisões em que entra bem projetada. E projetar bem em madeira se aprende.
Os dados desta página vêm de fontes públicas e verificáveis — normas, institutos setoriais e pesquisa revisada. Dentro da formação, cada um deles é apresentado com a referência completa, para você poder citá-lo.
O método
Uma linha. Nove elos. Você percorre todos.
A formação inteira é a leitura de uma única linha. Em cada elo você aprende o que acontece ali, quem decide ali, e como aquela decisão reaparece lá na frente.
01
A árvore
Espécie, idade, manejo e o que isso faz com a madeira que chega até você.
02
A madeira
Anatomia, grã, nós. O que uma peça já conta antes de qualquer ensaio.
03
A secagem
Umidade, retração e estabilidade — o elo que mais decide o resultado final.
04
A classificação
Como a variabilidade vira classe e a classe vira previsibilidade.
05
O produto
Maciça, OSB, LVL, I-joist, Glulam, CLT, NLT e DLT. Qual, para quê.
06
O sistema
Wood Frame, Timber Frame, Mass Timber — e quando combinar os três.
Cem horas, e você sabe exatamente onde cada uma está
A conta é aberta, hora por hora:
33h Aulas gravadas
Assista no seu ritmo, quantas vezes quiser, com material de apoio em cada aula.
18h Ao vivo com os professores
Mentorias, estudo de caso, dimensionamento acompanhado e convidados da indústria.
23h Prática aplicada
Exercícios, planilhas e o desenvolvimento do seu projeto real.
18h Estudo dirigido
Biblioteca técnica, detalhes construtivos e cases internacionais comentados.
8h Avaliação e defesa
Entregas ao longo da trilha e a apresentação final perante banca técnica.
A entrega
Você termina com um projeto seu na mão
A partir do Módulo 06, cada aluno desenvolve um estudo aplicado próprio, acompanhado em mentoria. É o que vai para o portfólio e o que se defende na banca.
Certificado, todo curso entrega. Competência demonstrada é outra coisa.
1 Sistema construtivo definido e justificado
2 Escolha da madeira e dos produtos
3 Componentes e detalhamento
4 Conexões resolvidas
5 Plano de fabricação
6 Plano de montagem
7 Lista de materiais
E o que fica com você depois
Biblioteca técnica
Detalhes construtivos, referências e estudos, atualizados conforme o setor evolui.
Modelos de sistemas
Exemplos de Wood Frame, Timber Frame e Mass Timber para partir deles.
Catálogo de detalhes
Conexões, interfaces e soluções que resolvem problema real de obra.
Cases internacionais
Projetos reais em CLT, Glulam e sistemas híbridos, destrinchados.
Comunidade
Engenheiros, arquitetos, projetistas e fabricantes trabalhando nos mesmos problemas.
Atualização contínua
Novos produtos, sistemas e tecnologias entram na sua trilha sem custo extra.
Para quem é
Feita para quem já constrói — e quer construir em madeira
Arquitetos
que querem projetar em madeira entendendo o comportamento do material e o que a fábrica consegue produzir.
Engenheiros
que querem ampliar a atuação para estruturas de madeira e sistemas industrializados.
Projetistas
que querem dominar Wood Frame, Timber Frame e Mass Timber com profundidade técnica.
Fabricantes
que precisam estruturar processos de produção industrializada e conversar de igual para igual com o projeto.
Construtoras
que querem incorporar sistemas de madeira ao portfólio com segurança técnica.
Profissionais de offsite
que precisam enxergar a cadeia completa entre projeto, fábrica e obra.
Experiência prévia com madeira não é pré-requisito. A base é a sua vivência de projeto, obra ou produção — do material em diante, a trilha constrói com você.
Quem ensina
Quem ensina, faz
A formação reúne profissionais atuantes nas cinco pontas da cadeia — não apenas na teoria dela.
Rafael Andrade
Coordenação técnica
Coordena a estrutura curricular da formação e a integração entre os módulos — do material ao edifício montado.
Engenharia estrutural
Madeira estrutural, Glulam, CLT e conexões.
Tecnologia da madeira
Anatomia, propriedades, secagem e tratamento.
Projeto
Wood Frame, Timber Frame e Mass Timber.
Fabricação
Processos industriais, CNC, corte, usinagem e montagem.
Obra
Logística, montagem e controle de qualidade.
O time completo de professores é apresentado a quem está na lista, antes da abertura das inscrições.
Dúvidas
O que costumam perguntar
Se ficar qualquer dúvida que não esteja aqui, deixe seu contato na lista — respondemos
uma a uma.
Preciso já ter trabalhado com madeira?
Não. A trilha começa no Módulo 00, que constrói o vocabulário e o entendimento do material desde a árvore. O que ajuda é ter vivência de projeto, obra ou produção — é sobre essa base que a formação se apoia.
Quando começa a próxima turma?
A primeira turma está em formação. Quem entra na lista de espera recebe o calendário, o corpo docente completo e as condições antes da abertura pública das inscrições.
As aulas são gravadas ou ao vivo?
As duas coisas. São 33 horas de aulas gravadas, para assistir no seu ritmo, mais 18 horas ao vivo com os professores: mentorias, estudo de caso, dimensionamento acompanhado, convidados da indústria e a banca de defesa.
Dá para fazer só um módulo?
Sim. Os módulos são vendidos separadamente e o Módulo 00 funciona sozinho, como porta de entrada. A trilha completa tem condição própria e é o caminho de quem quer a certificação com banca.
Qual o investimento?
Os valores por módulo e da trilha completa são apresentados na abertura das inscrições. Quem está na lista de espera recebe a condição de fundador, que é a melhor condição que a formação vai ter.
A formação segue quais normas?
A referência brasileira é a ABNT NBR 7190 e as normas de desempenho e preservação aplicáveis, e o repertório internacional que estrutura a literatura técnica: Eurocode 5, além do material de referência de TRADA, WoodWorks e APA. Há uma aula inteira dedicada a navegar esse conjunto e saber onde procurar cada resposta.
Como funciona a certificação?
A avaliação verifica cinco dimensões: conhecimento dos fundamentos, aplicação na escolha de produtos e sistemas, desenvolvimento de uma solução de projeto, compreensão do processo de fabricação, e a defesa técnica perante banca. Certificado se emite; competência se demonstra.
Madeira é mesmo segura contra incêndio?
É, e por um mecanismo que surpreende quem ouve pela primeira vez: a madeira maciça carboniza a uma taxa lenta e previsível, e a camada de carvão isola o núcleo, que segue frio e sustentando carga. Por isso se dimensiona a seção residual — sabe-se de antemão quanto sobra após 30, 60 ou 90 minutos. O aço perde boa parte da resistência perto dos 600 °C. A NBR 7190:2022 traz a verificação em situação de incêndio.
Quanto tempo dura uma estrutura de madeira?
Depende inteiramente do projeto, e é isso que a formação ensina. O pagode do templo Hōryū-ji, no Japão, tem o pilar central de um cipreste cortado em 594. A igreja de Urnes, na Noruega, foi erguida com madeiras cortadas em 1129 e 1130, sem um único prego, e está de pé ao ar livre num fiorde. O que degrada madeira é água: fungos de decomposição só agem acima de cerca de 20% de umidade. Mantida seca e bem detalhada, ela não tem prazo de validade.
Serve para quem trabalha com Wood Frame há anos?
Serve, e costuma ser onde mais rende. Quem já domina o sistema geralmente quer as duas pontas que ficam fora dele: a matéria-prima que entra e a fábrica que produz. É exatamente o que os Módulos 00 a 02 e 05 cobrem.
Lista de espera
A primeira turma está se formando
Deixe seu contato e você recebe, antes de todo mundo: o calendário, o corpo docente completo, o conteúdo detalhado de cada módulo e a condição de fundador.
Calendário e abertura das inscrições em primeira mão
Condição de fundador — a melhor que a formação vai ter
Conteúdo detalhado dos oito módulos
Material técnico gratuito até a turma abrir
Pronto! Você está na lista.
Assim que o calendário fechar, você é avisado primeiro. Enquanto isso, o material técnico chega no seu e-mail.